Dos textos de Rem Koolhaas pode-se tirar uma importante reflexão se sobreposto à malha urbana brasileira. No que diz respeito aos espaços JUNK, por ele elaborados como termo, são definidos como uma produção inerente à construção material da cidade, da malha urbana, a degradação espacial decorrente da construção capitalista na cidade.
A grande questão enquanto brasileiro diante desse termo é a clareza diante do funcionamento da cidade quando ela é raciocinada através de seus mecanismos estruturais, os espaços específicios que se interrelacionam e geram a profusão de acontecimentos característicos da condição urbana.
Tome-se por exemplo o campus butantã da Univesidade de São Paulo, a "Cidade Universitária". Este é talvez um dos locais mais planejados da cidade de São Paulo. A malha viária, os edifícios, o paisagismo, os espaços verdes, o plano diretor, e principalmente o plano de projeto enquanto instituição. Um marco projetual moderno na metrópole paulista.
Acontece que hoje esse grande espaço apresenta-se absolutamente obsoleto, enquanto projeto de universidade, de cidade e de arquitetura. É inegável a caracterização desse local como um resíduo na malha urbana, um espaço JUNK.
Dito isso conclui-se que enquanto objetos urbanos, os edifícios e os espaços por estes gerados, através da relação entre si, exibem a contradição entre as escalas de projeto. De modo que o discurso da arquitetura só pode ser hoje o discurso da cidade.
Caso contrário, veremos os espaços se fecharem, os edifícios tornarem-se ruínas, e o programa da cidade enquanto máquina capitalista tomar conta. JUNK TM
koolhaas, rem - espacio basura (publicado no site basurama)
quinta-feira, abril 17
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