quarta-feira, abril 23

JIU JITSU

Depoimento de Eduardo Kneese de Mello em seminário ARQUITETURA BRASILEIRA PÓS-BRASÍLIA (IAB. 1978) :

"Nesse dia eu disse: não faço mais estilo de espécie alguma. Arquitetura é uma só. Quem faz estilo não está fazendo arquitetura.

Então, o que aconteceu? Meu escritório ficou às moscas. (...)
Não era uma questão de preferência, mas uma questão de convicção e parei completamente. Foi duro, mas não estou arrependido, não podia fazer diferente.

Mais tarde, o IAB nacional, de uma conversa que tivemos em Montevidéu, criou departamentos do IAB. (...)

Lembro-me de que fui visitar o Artigas, que eu não conhecia. Quando falei com ele, estusiasmou-se imediatamente. O Bratke era meu colega, já o conhecia de antes, fomos colegas no Mackenzie. Alguns outros eu já conhecia, por exemplo, Léo Ribeiro de Moraes, que era meu companheiro na escola de aviação. O Abelardo de Souza, que lutava jiu jitsu comigo. A idéia de nos unirmos foi espetacular. A todos os lugares onde fui encontrei recepção entusiasmada. Rino Levi me disse: "eu não acredito, mas pode contar comigo que dou tudo de mim". E foi um dos grandes colaboradores do IAB durante toda sua vida, a partir desse dia.

E assim formamos o departamento. (...)"

Da época em que arquiteto era durão: passava fome, tinha convicção, era aviador, lutava jiu jitsu e ainda criava IAB.

Haja bom mocismo. Avant-Garde

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