Se o moderno inseriu no vocabulário do arquiteto, e na sociedade a dimensão do discurso sobre a escala do homem, hoje vive-se a reboque de uma cultura que existe sem reflexão, sequer estudo aprofundado.
A cultura capitalista hoje adquire escala global, onde antes a escala material nos levava ao homem de 1,83m (o próprio ideário burguês como diria Vilanova Artigas em texto sobre o sistema métrico e o sistema imperial, paralelo a postura de Le Corbusier que adota o modulor a partir de Sherlock Holmes, policial inglês, 1,83m, acima da média normal do homem, por volta de 1,75m) hoje a materialidade ocorre apenas enquanto decorrência da produção e organização da informação.
Onde antes o trabalho do homem era essencial na execução e projeto, hoje todo esse processo, desde o imaginário é transformado em informação. A mídia, a Internet, são os grandes avanços dessa escala e desse novo ideário. O imaginário da cidade, que antes perpassava a escala da natureza, depois a escala do homem, hoje perpassa as imagens da televisão, os vídeos do youtube, ou as fotos do flickr, do picasa. A informação passou de elemento produzido pelo esforço da imaginação, para um repertório sem fim exibido num loop eterno dentro dos meios de comunicação, e esses por sua vez tomaram conta de todo o espaço da ação humana.
O pensar está intimamente ligado cultura de mídia, a informação de massa.
Nesse sentido, enquanto pensador hoje é preciso observar profundamente a questão da informação, sua propagação, sua dissolução e sua banalização, pois esse imaginário diluído é presente diariamente na construção da cidades. Seja regulando a atuação do mercado, seja definindo o comportamento e a opinião da população, seja construindo o neo-clássico.
Impossível falar em ideologia hoje, mas sem dúvida há de forma extensiva a adoração pela imagem, pela moda e pela cultura: idéias altamente individualizadas inseridas na sociedade através da comunicação em massa, mais uma contradição a ser estudada e levada para dentro do projeto das cidades.
Sendo assim, Google é o novo profeta: o bem feitor da informação.busca: cidade
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