o percurso na cidade contemporânea adquire uma variedade de qualidades e valores infinitos dentro dos fluxos de capital, das jornadas de trabalho e do escasso tempo reservado ao lazer.
a caminhada, o modo de percepção desses deslocamentos tem sido cada vez mais automatizado, com os meios analógiocos inseridos de maneira forçada na era digital: elevadores, escadas rolante, calçadões, vias expressas, vias elevadas - minhocões, aviões.
A paisagem não é absorvida como vivência mas como imagem. E esses elementos de transporte deixam de se tornar suporte e passam a agir como ferramentas de direcionamento do comportamento na cidade, em vários de seus textos Rem Koolhaas fala da escada rolante e do elevador como ferramentas paradigmaticas na formação da cidade moderna.
O percurso urbano é indubitavelmente grande ferramenta ao arquiteto, ou pensador da cidade. O passante se torna ator na dinâmica da cidade, interferência no fluxo, pausa na velocidade. Um afastamento do momento comum, a privilegiada visão em isométrica do arquiteto, se transferida a esse processo, passa a uma visão em camera lenta de todas essas imagens, ou uma estranha experiencia de espectador da vida real.
domingo, agosto 10
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