quarta-feira, abril 30
A MARGEM DA HISTÓRIA
a periferia enquanto primeira natureza urbana (figura de linguagem).
uma nova etapa, condição da cidade, dita segunda natureza.
talvez uma outra natureza.
domingo, abril 27
JA 66 SUMMER 2007
THE JAPAN ARCHITECT 66Soluções simples e muito bem adequadas ao modo em que as cidades japonesas se comportam hoje. Nessa edição da JA há diversas casas que se adaptam de forma natural ao ambiente de maneira a cirar uma relação de paisagem e objeto única, onde a rua entra à casa.
Destaque para as casa de Ryu Nishizawa e minha favorita da edição :House in Nishitokorozawa.
Site do arquiteto Mistuhiko Sato (meio confuso).
TOWARDS A NEW ARCHITETURE-SCAPE
Em contrapartida, essas cidades assemelham-se a congestão de suas ruas, ou de seus cidadãos apertados nos trens (trad. “commuter trains” trens de grandes linhas que ligam os subúrbios às regiões centrais). Em outras palavras, a estrutura de tais cidades japonesas, como Tokyo, compartilha os mesmos atributos que seus cidadãos de condição congestionada. A moradia urbana japonesa e seus trabalhadores (“commuters”) apertados nos trens vivem da mesma maneira, dentro de seus ambientes restritos, dividindo com seus bairros acidentados.
Precisamos achar valor nesse compartilhamento de espaço.
Para tal, devemos abrir os prédios para seu entorno. Isso em contrapartida, resultará em cenas interiores se tornando harmoniosamente integradas com a cena da cidade. Para aceitar de maneira positiva o estado de vários elementos coexistindo em paralelo, e criar arquitetura como deveria ser de forma a criar esteticamente tal diversidade: essas são as formas para dar vida às cidades japonesas hoje, e eu acredito que elas indicam a direção para construção da moradia japonesa hoje.
Le Corbusier escreveu “Por uma arquitetura” (Towards a New Architecture) para detalhar os esplendores da vida moderna através da arquitetura. Apresentando uma nova direção para a moradia urbana no século 21 no Japão, nós entregamos essa edição intitulada “Towards a new architeture-scape”
(Editor / traduzido para o português através da tradução do inglês de Norie Lynn Fukuda)
JA (The Japan Architect) 66 summer, 2007.
sexta-feira, abril 25
quinta-feira, abril 24
TAPA
"A arquitetura moderna tinha um fim: a salvação do homem através da arquitetura. O Bauhaus foi a maior experiência nesse sentido. Muitos, entre vocês, talvez irão escolher o industrial design. Mas o que é hoje o industrial design? É a denúncia da perversidade de todo um sistema, que é o sistema ocidental. A obsolecência da arquitetura hoje é clara, está marchando para a perda de metáforas. Vocês tem que fazer um esforço, como fizeram o Artigas, o Knesse de Mello e eu também.
As dúvidas eram outras: como disse o Kneese, de trabalhar para academia ou trabalhar para a arquitetura moderna. Mas hoje arquitetura moderna não quer dizer mais salvação do homem."
As dúvidas eram outras, mas as soluções ainda são as mesmas.
Enquanto isso salve-se quem puder.
quarta-feira, abril 23
REPETECO

Robbie Rowlands, The Upholsterer.
A intervenção é bem legal, tem grande impacto no cenário doméstico.
Mas ele esqueceu do colega da vaguarda Gordon Matta Clark:

OLIMPO
JIU JITSU
"Nesse dia eu disse: não faço mais estilo de espécie alguma. Arquitetura é uma só. Quem faz estilo não está fazendo arquitetura.
Então, o que aconteceu? Meu escritório ficou às moscas. (...)
Não era uma questão de preferência, mas uma questão de convicção e parei completamente. Foi duro, mas não estou arrependido, não podia fazer diferente.
Mais tarde, o IAB nacional, de uma conversa que tivemos em Montevidéu, criou departamentos do IAB. (...)
Lembro-me de que fui visitar o Artigas, que eu não conhecia. Quando falei com ele, estusiasmou-se imediatamente. O Bratke era meu colega, já o conhecia de antes, fomos colegas no Mackenzie. Alguns outros eu já conhecia, por exemplo, Léo Ribeiro de Moraes, que era meu companheiro na escola de aviação. O Abelardo de Souza, que lutava jiu jitsu comigo. A idéia de nos unirmos foi espetacular. A todos os lugares onde fui encontrei recepção entusiasmada. Rino Levi me disse: "eu não acredito, mas pode contar comigo que dou tudo de mim". E foi um dos grandes colaboradores do IAB durante toda sua vida, a partir desse dia.
E assim formamos o departamento. (...)"
Da época em que arquiteto era durão: passava fome, tinha convicção, era aviador, lutava jiu jitsu e ainda criava IAB.
Haja bom mocismo. Avant-Garde
domingo, abril 20
quinta-feira, abril 17
DES MITIFICAÇÃO
A grande questão enquanto brasileiro diante desse termo é a clareza diante do funcionamento da cidade quando ela é raciocinada através de seus mecanismos estruturais, os espaços específicios que se interrelacionam e geram a profusão de acontecimentos característicos da condição urbana.
Tome-se por exemplo o campus butantã da Univesidade de São Paulo, a "Cidade Universitária". Este é talvez um dos locais mais planejados da cidade de São Paulo. A malha viária, os edifícios, o paisagismo, os espaços verdes, o plano diretor, e principalmente o plano de projeto enquanto instituição. Um marco projetual moderno na metrópole paulista.
Acontece que hoje esse grande espaço apresenta-se absolutamente obsoleto, enquanto projeto de universidade, de cidade e de arquitetura. É inegável a caracterização desse local como um resíduo na malha urbana, um espaço JUNK.
Dito isso conclui-se que enquanto objetos urbanos, os edifícios e os espaços por estes gerados, através da relação entre si, exibem a contradição entre as escalas de projeto. De modo que o discurso da arquitetura só pode ser hoje o discurso da cidade.
Caso contrário, veremos os espaços se fecharem, os edifícios tornarem-se ruínas, e o programa da cidade enquanto máquina capitalista tomar conta. JUNK TM
koolhaas, rem - espacio basura (publicado no site basurama)
segunda-feira, abril 14
EVITAR O DESASTRE
Por isso quando vemos a ruína avançando sobre o prédio, nas infiltrações da cobertura, armaduras expostas, estúdio interditado, LAME fechado aos alunos, o que se lê desses sinais é a mensagem que nesse local não se abriga uma escola. Numa escola deve-se ter local iluminado para estudo e prática do trabalho, assim como espaços reservados para leitura e locais de convivência comuns para prática política. A FAU em projeto atende a todos esses requisitos. Artigas, como grande arquiteto que era, cumpriu com excelência seu papel.
Reside hoje em nossas mãos a culpa pela falência deste local, é na esquizofrenia coletiva que se destrói esse espaço. São professores mal organizados e que se digladiam por influencia na burocracia acadêmica, são alunos perdidos diante do vazio que é colocado diante deles, e a própria burocracia se afunda entre conflitos de poder e infindáveis questões legais e judiciais a serem sanadas.
O cenário colocado é de completo caos. A mensagem é clara: a FAU deixou de ser uma escola de arquitetura. Hoje podemos considerá-la um cenotáfio ou um mausoléu, um monumento fúnebre ao que foi uma escola.
Esse ano a FAU faz 60 anos. A celebração dessa data deve se constituir como um ponto final. Os estudantes ainda carregam a carga crítica necessária para fazer oposição a esse retrocesso.
Um novo programa para a FAU, que se inicie no piso do museu e do caramelo, os espaços públicos e políticos por definição, e se desdobrem para os departamentos, para a biblioteca, para os estúdios e salas de aula, movimento natural conforme a composição do edifício imaginado e concretizado por Artigas.
Evitar o desastre, no mínimo.
Texto enviado para o jornal 1:1000 - publicação dos estudantes da FAU
CASARÃO
Entra
Dentro dela a rua segue
Perde rumo
Não-euclidiana, sobe. Desdobra
Atravessa o salão, a biblioteca, o sótão
Explode
Por essa rua, todo dia
Passa uma procissão
O cortejo antes fora, em dança
Adentra o salão sem ao menos se dar conta.
De uma vez todos se perderam
Dentro,
O cortejo se desfez,
O salão esvaziou,
A poeira assentou,
A comida apodreceu.
A dança virou passo, marcha.
Comitê Editorial- Introdução do manual dos bixos da FAU (Faculdade de Arq. e Urb da USP) 2008.
terça-feira, abril 8
BOA LEITURA
O arquiteto holandês Rem Koolhaas desenvolveu o termo JUNKSPACE para um artigo na revista americana oppositions.
Para Rem a contemporainedade vive da criação de espaços JUNK, como resultado das transformações capitalistas na cidade material.
Em São Paulo (nas metróples subsdesenvolvidas em geral), os espaços JUNK, são na verdade a metáfora para a própria condição urbana. Uma vez destituída a unidade de vizinhança, a cidade como ser mutante de acréscimo de valor constante e paulatino, é um enorme espaço sem autor, sem projeto, anônimo e sem memória: a construção histórica por definição.
As especificidades de cada local, bairro, rua ou evento (shoppings, parques, praças, locais de consumo em massa, seja cultural ou mercadológico) que irrigam e mantém a vida urbana são os mesmos fenômenos que empurram e distorcem a malha urbana. Para cada evento, um deslocamento. A unidade de vizinhança desapareceu em função de um regionalismo global onde a diferenciação da condição urbana é a causa mesma de sua segregação.
A cultura e a aplicação dos programas na cidade, são hoje grandes desafios para o arquiteto / designer / urbanista. Num local onde os valores sofrem tamanhas distorções, cada movimento deve ser planejado a partir mesmo da resposta explícita presente na cidade.
Arquitetura é sintaxe, e a cidade o texto.









